A Luz dos Aboim

07/10/2010

Ainda o SLB – SCB

Filed under: SLB — Etiquetas:, , , — BLA @ 12:18

Grande vitória do Glorioso contra o Braga, este passado domingo!

Vi boas exibições na defesa, com o Roberto a cada dia mais seguro e o Capitão absolutamente intransponível. Vi muito suor no meio-campo, com o Carlos Martins a batalhar imenso, quer a atacar, quer a defender; com o Gaitán a fazer alguns óptimos slaloms por entre vários bracarenses, pelo centro do terreno; e com o Pablito a passear classe – olé. Vi algum desacerto no ataque, na hora da finalização, ainda que as assistências do Saviola sejam um regalo. Vi um golão! Fabuloso! Vi, no geral, uma equipa muito mais equilibrada. Com muita gente a subir rapidamente de forma e muito mais próximos do nível da época passada.

Vi, também, muita falta de confiança. A confiança que se ganha com as vitórias consecutivas. Neste jogo, como no passado jogo na Alemanha, foi claramente notória a falta de confiança com que os jogadores estão. Após sofrermos o primeiro golo, na Alemanha, tudo desabou e nunca mais conseguimos pegar no jogo e responder como seria exigível. Acabámos a sofrer o segundo golo e até poderiam ter sido mais… Contra o Braga, após marcarmos, perdemos instantaneamente a concentração! Parecia que estava a ver o Benfica dos tempos do Quique – a falta de segurança, falta de confiança, o medo e a ansiedade. Quantos jogos, nos tempos do Quique, acabavam com a equipa do Benfica a chutar bolas desgovernadamente para a frente, desperdiçando posses de bola, perdendo a concentração, defendendo o 1-0? Inúmeros. Tal como neste jogo…

Sou totalmente contra o “queimar tempo”. Percebo perfeitamente que não tenhamos pressa em repor a bola em jogo, para acalmar o ímpeto dos adversários e colocar alguma ordem na equipa, tacticamente e psicologicamente. O que não gosto é de ver jogadores do Benfica a perder propositadamente tempo, na ânsia de que o jogo acabe rapidamente… Demonstra nervosismo e muita falta de confiança. (e nada disto se refere às declarações do treinador do Braga, que de tão ridículas que foram, nem comentários nos devem merecer)

Talvez seja defeito de Benfiquista – a história do Glorioso sempre nos habituou a querer sempre mais golos, maiores vitórias, irrepetíveis e incontestáveis resultados! Foi também por reencontrarmos estas características numa equipa do Benfica, após anos de sofríveis exibições de futebol, que tanto gostámos de ver a equipa jogar no ano passado – um, dois, três não eram suficientes! Foi, por isso, com bastante desconforto que vi a equipa, após o golo do Carlos Martins neste domingo, queimar tempo e perder totalmente a concentração. Alturas houve em que a única preocupação que aparentemente se lhes notava era a de despachar a bola lá para a frente – e, na maioria das vezes, mal, dando-a instantaneamente ao adversário! Liderança dentro e fora de campo era o que se exigia. Liderança que trouxesse tranquilidade. Aparentemente, naquele particular momento, isso não foi conseguido.

É claro que este estado de ansiedade se repercute (ou – quem sabe? –, por vezes, deles mesmo parte) nos adeptos. E a forma como se gritou, festejando a vitória, assim que o árbitro apitou para o final dos seis minutos de compensação, foi desse facto notória! O alívio foi demasiado evidente.

E, se sem dúvida me senti aliviado no final do jogo, ao mesmo tempo me senti entristecido… Não gosto de dar nada aos nossos adversários. E muito menos algum qualquer sentimento de que para nós foi uma dificuldade tremenda batê-los, ou uma alegria imensa… A verdade é que nunca uma vitória sobre o Braga foi tão efusivamente festejada – nem a do ano passado (talvez por ter sido tão categórica). Ora bolas, somos o Benfica – bater o Braga é perfeitamente natural!!

Sei que a minha visão romântica da bola talvez possa estar ligeiramente desajustada daquilo que é o futebol, hoje em dia. O Braga é uma equipa forte e o Benfica já não tem a preponderância de outrora… Ainda assim, não gosto de lhes dar satisfação absolutamente nenhuma – e os nossos gritos de alegria no domingo terão certamente aumentado o ego de muitos bracarenses…

Bom, devaneios à parte, foi um bom jogo de futebol, mostrámos uma vez mais que nos estamos a aproximar dos bons índices da época passada e ganhámos terreno em relação à luta pelo Título!

Viva o Glorioso!

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2 comentários »

  1. Também me parece que estamos a subir de forma e que nos estamos a aproximar do bom nível exibicional que tivemos na época passada. Acho que o desacerto da nossa equipa após a marcação do golo se ficou a dever a alterações tácticas que o braga fez e que já não pudemos contrariar. Até à marcação do nosso golo o braga tinha-se limitado a jogar para o empate e a aguardar por erros da nossa equipa para contra-atacar. Pouco para quem se assumia como condidato ao título. Creio que não nos faltou ambição para marcar mais golos. Faltou-nos calma para o conseguir. Espero que a melhoria dos níveis físicos dos nossos jogadores e o entrosamento dos mais novos permitam melhorar as exibições da equipa. Viva o Glorioso.

    Comentar por Mr C — 07/10/2010 @ 15:48

  2. Vou aproveitar uma frase do Mr C que está perfeita:

    “Creio que não nos faltou ambição para marcar mais golos. Faltou-nos calma para o conseguir.”

    Gostei do jogo e de ver a equipa, que me parece estar melhor a cada dia que passa.
    Não gostei, obviamente, do sofrimento final e das perdas de tempo. Dito isto, e sublinhando o facto de me irritar solenemente ver os nossos jogadores a fazê-lo, tenho de admitir que desta vez me deu gozo ver o Gaitán a sair calmamente… depois da palhaçada que foi a substituição do gajo deles que estava lesionado e depois já não estava e antes de sair ainda teve tempo de ir cumprimentar os colegas e o árbitro!

    Tiveram o que mereciam. E o futebol também é isto.

    Quanto à alegria demonstrada na hora da vitória, não me preocupa a reacção de felicidade (ou alívio, como quiserem) que saltou das bancadas… Foi uma reacção espontânea, de quem sente que a equipa não está tão dominadora como esteve o ano passado mas ao mesmo tempo de quem se apercebe que essa mesma equipa está a aproximar-se do que pode realmente fazer.

    Se não tivéssemos jogado bem tinhamos saído d’A Catedral tristes, mesmo ganhando. Se no final estávamos contentes não foi por ganharmos ao braga. Como tu dizes, ganhar ao braga é natural. A nossa alegria deveu-se à evolução que vimos na equipa! É óbvio que a nossa situação pontual também ajudou a que considerássemos valiosos os três pontos que ganhámos, e isso justifica parte da alegria, mas eu penso que a grande responsável por essa reacção foi a “reconciliação” da equipa com os adeptos!

    E tu sabes bem como vitórias destas, conseguidas com suor e sofrimento, são vitais para o moral das tropas! Vitórias destas são tão ou mais eficazes como goleadas das antigas (e por antigas, refiro-me a goleadas como as do ano passado, por exemplo)!

    Comentar por kravi — 08/10/2010 @ 00:20


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