A Luz dos Aboim

03/03/2011

Rotatividade

Filed under: SLB — Etiquetas:, , , — BLA @ 11:02

Mais uma tranquilíssima vitória sobre a lagartada… Os números do jogo enganam. A verdade é que jogámos a 70% contra o Sporting, estivemos a perder e, mesmo assim, virámos o marcador e ganhámos! Banal…

Os lagartos entraram melhor que nós, motivados pela importância que um eventual acesso à Final da Taça da Liga teria na miserável época deles. Não entrámos bem. Pareceu-me que, apesar de ter escalonado uma equipa com os habituais titulares, as ordens do JJ seriam as de jogar com calma, sem grandes correrias. Só assim se explica que, na minha opinião, só tenhamos visto verdadeiras jogadas de ataque e vontade de vencer nos derradeiros 20/25 minutos de cada uma das partes. Alturas em que – motivados pelo golo sofrido na 1ª parte, ou pela necessidade de vencer o jogo, na 2ª parte –, acelerámos e criámos várias e claras oportunidades de golo. E foi isto o pouco que foi necessário para batermos, mais uma vez, os lagartos… Tranquilo, portanto…

Muito embora toda esta facilidade em bater os nossos eternos rivais me encha de regozijo, há aqui situações que, na minha opinião, precisam de ser mais bem pensadas. Estratégias são estratégias e o treinador é, sem dúvida, a pessoa mais bem colocada junto da equipa para saber qual a estratégia a escolher para cada jogo. Não obstante ter resultado perfeitamente (uma vez mais, repito: só precisámos de jogar a 70%!), a estratégia de colocar exactamente a mesma equipa que costuma jogar nos outros jogos, sem lhes dar descanso, ou dar minutos a outros jogadores menos utilizados, pode vir a trazer-nos dissabores. Aquilo que foi uma boa estratégia no imediato pode vir a demonstrar ser uma má estratégia a médio/longo prazo. Ontem já foi notória a falta de frescura – desde início – de alguns dos jogadores e, não estivéssemos nós a jogar contra a um adversário tão fraco, podíamos não ter ganho o jogo. Não podemos jogar sempre com os mesmos onze! E já no próximo Domingo jogamos com o Braga… E de hoje a uma semana recebemos o PSG… E continua assim, sempre com dois jogos por semana…

Se por um lado percebo a ideia de que este troféu (Taça da Liga) está mais próximo de poder ser ganho do que, por exemplo, o do Campeonato, ganhando importância, por outro lado acho que a rotatividade do plantel é uma das boas maneiras de manter todos os jogadores em boa forma física e motivados. E rotatividade não tem necessariamente de significar mudar-se 11 jogadores – pode muito bem ir-se mudando dois ou três por jogo, sem que isso afecte o rendimento da equipa. Que mensagem envia o treinador aos jogadores menos utilizados quando diz que “Mostrámos que queremos ganhar esta competição ao colocarmos em campo a equipa mais forte” ? Quer isto dizer que colocando os “outros” a jogar não quereríamos ganhar a competição? Com que motivação ficam os Aírtons e os Kardecs?

A época já vai longa, os jogos são muitos, continuamos a lutar pela conquista de todas as competições em que estamos inseridos – foi nesta fase da época passada que a equipa fraquejou fisicamente e sentiu algumas dificuldades que, até então, não tinha experienciado. Vêm-nos à memória os jogos em Liverpool e nas Antas…

Poder-se-á argumentar que o treinador não tem grandes opções no banco e, então, fica claro que esta questão da rotatividade da equipa vem pôr a nu outra das grandes questões desta época: o fraco planeamento aquando da constituição do plantel. O Amorim continua lesionado – não existe bombeiro de serviço. O Coentrão está esgotado – ninguém o pode substituir, apesar de termos o recém-chegado Carole e o também lesionado Peixoto. O Fernandez, pelos visto, não é opção para substituir o Gaitán na esquerda (ontem chegámos a lá ver o Jara!). O Salvio não tem concorrência para a extrema-direita. O Maxi, idem. Se, como dissemos repetidamente no início da época, existir uma conjugação de impedimentos de dois ou três destes jogadores, não temos equipa! E a altura das lesões e das acumulações de cartões amarelos está aí a chegar…

Com o cansaço evidente de algumas destas peças nucleares da equipa e a necessidade de se ir inserindo os Caroles, os Fernandezes e os Jardeis, talvez não tivesse sido má ideia ter-se procedido a uma certa rotatividade da equipa, ontem. Para ganhar ao Sporting, chegavam – ainda no ano passado ganhámos a Final da Taça da Liga ao Porto, por 3-0, com uma equipa de segunda linha!

Ganhámos e ganhámos bem. Só gostaria de ver um bocadinho mais de rotatividade do plantel e consequente frescura física nos jogadores. Venham os próximos!

Viva o Glorioso!

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2 comentários »

  1. Excelente análise ao momento que a equipa atravessa.

    Também gostava que o JJ tivesse dado descanso a alguns dos jogadores mais utilizados mas não sei se os resultados teriam sido os mesmos.

    Nota-se que alguns jogadores habitualmente titulares, apesar de andarem esgotados, não perdem a motivação para vencer e lutar para dar a volta a resultados desfavoráveis. Estão a portar-se muito bem!

    Estão a jogar à Benfica! E os adeptos a corresponder com o seu precioso apoio.

    Viva o Benfica!

    Comentar por Mr C — 03/03/2011 @ 18:59

  2. Sim senhor, excelente análise.
    O descanso veio, finalmente, mas com um resultado péssimo.

    Eu gostava de continuar a pressionar os porcos, até porque se andarmos a jogar a meio gás uma vez por semana e perdermos pontos com isso o moral da equipa e dos adeptos vai-se ressentir. E do moral dependem as exibições, principalmente à medida que formos ficando mais cansados ainda.

    Comentar por kravi — 15/03/2011 @ 11:42


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