A Luz dos Aboim

11/05/2012

Morreu Bernardo Sassetti 1970-2012

Filed under: Biografias — Etiquetas:, , , , — Carlos @ 17:45

Em consequência de um acidente, faleceu hoje, aos 41 anos, Bernardo Sassetti, pianista e compositor.

Bernardo da Costa Sassetti Pais, conhecido por Bernardo Sassetti, nasceu em Lisboa no dia 24 de Junho de 1970.

Filho mais novo de Sidónio de Freitas Branco Pais e de Maria de Lurdes da Costa de Sousa de Macedo Sassetti era bisneto do ex-Presidente da República, Sidónio Pais.

Começou a estudar piano aos nove anos com a professora Maria Fernanda Costa e, mais tarde, com o professor António Meneres Barbosa, tendo também frequentado a Academia de Amadores de Música.

Posteriormente, dedicou-se ao jazz, tendo estudado com Zé Eduardo, Horace Parlan e Sir Roland Hanna.

Iniciou a sua carreira profissional em 1987, tocando em concertos e clubes com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet.

A partir daí participou em festivais com os músicos Al Grey, John Stubblefield, Frank Lacy e Andy Sheppard. Integrado na United Nations Orchestra, tocou, um pouco por todo o mundo, ao lado de Art FarmerKenny WheelerFreddie HubbardPaquito RiveraBenny GolsonCurtis FullerEddie HendersonCharles McPherson e Steve Nelson. Também integrou o quinteto de Guy Barker, tendo gravado com este o CD “Into the Blue” que foi nomeado para os Mercury Awards de 1995 (dez melhores discos do ano). Em Novembro de 1997, também com Guy Barker, gravou “What Love Is”, acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Londres e o convidado especial Sting.

Como compositor, destacam-se as suites “Ecos de África”, “Sons do Brasil”, “Mundos”, “Fragments (Of Cinematic Illusion)”, “Entropé” (para piano e orquestra) e “4 Movimentos Soltos” (para piano, vibrafone, marimba e orquestra). Gravou o seu primeiro disco, a solo, “Salsetti”, em 1994 e o segundo disco, “Mundos”, em 1996.

Foi distinguido com o 1.º Prémio Carlos Paredes, pelo seu trabalho “Nocturno”, lançado pela editora Clean Feed em 2002.

Produziu, regularmente, música para cinema, com destaque para a sua participação no filme do realizador Anthony Minguella, O Talentoso Mr. Ripley, no qual gravou, entre outros temas, “My Funny Valentine”, com o actor Matt Damon. Também compôs, em parceria com o trompetista Guy Barker, vários outros temas para a estreia deste filme em várias cidades europeias e dos Estados Unidos.

Os seus mais importantes trabalhos de composição para cinema foram realizados para os seguintes filmes: “Maria do Mar”, de Leitão Barros, “Facas e Anjos”, de Eduardo Guedes, “Quaresma”, de José Álvaro Morais, “O Milagre Segundo Salomé”, de Mário Barroso, “A Costa dos Murmúrios”, de Margarida Cardoso, “Alice”, de Marco Martins, o documentário “Noite em Branco”, de Olivier Blanc e a curta-metragem “As Terças da Bailarina Gorda”, de Jeanne Waltz. Como solista, participou também no filme “Pax”, de Eduardo Guedes e na curta-metragem “Bloodcount”, de Bernard McLoughlan.

Bernardo Sassetti era casado com a actriz Beatriz Batarda de quem teve duas filhas.

Faleceu no dia 11 de Maio de 2012, vítima de acidente.

Perdeu-se um talento, ainda jovem, e a música ficou mais pobre!

foto do fb.

24/01/2012

Breve Biografia de Michel Preud’homme

Filed under: Biografias, SLB — Etiquetas:, , , , — Carlos @ 21:51

No dia em que completa 53 anos de idade, apresento uma breve biografia do extraordinário Michel Preud’homme.

Michel Georges Jean Ghislain Preud’homme (também conhecido por Saint Michel, pelos seus fans benfiquistas) nasceu em 24 de janeiro de 1959, em Ougree, na Bélgica.

Com 10 anos, iniciou a sua formação no Standard de Liège, tendo passado a profissional, na temporada 1977-78. Com uma altura de 1,83 m tornou-se num dos mais extraordinários e bem sucedidos guarda-redes de todos os tempos.

Foi bicampeão belga (1981/1982 e 1982/1983) e, em 1986, transferiu-se para o KV Mechelen, clube onde viria a conquistar a Taça dos Clubes Vencedores de Taças, na temporada 1987/88 (vitória de 1-0 contra o Ajax).

Após o Campeonato do Mundo de 1994, Michel Preud’homme transferiu-se para o Sport Lisboa e Benfica, quando era Presidente Manuel Damásio, tendo sido o primeiro guardião estrangeiro a defender as redes do Glorioso. Marcou significativamente a história do Benfica com as suas excelentes qualidades desportivas e humanas, sendo carinhosamente apelidado como Saint Michel, pelos sócios e adeptos.

Ao serviço do Benfica, venceu a Taça de Portugal na temporada 1995/1996.

Pela Seleção da Bélgica, Michel Preud’homme realizou 58 jogos, entre 1978 e 1995.

Michel Preud’homme terminou a sua carreira como jogador, no Benfica, em 1999, tinha 40 anos. A festa de despedida foi num jogo amistoso disputado entre o Sport Lisboa e Benfica e o Bayern de Munique. No “velhinho” Estádio da Luz, assistiram ao jogo mais de 80.000 pessoas que o aplaudiram de pé, enquanto deu a volta ao relvado, acompanhado da mulher e dos filhos.

Ainda no Benfica, Michel Preud’homme desempenhou o cargo de Diretor de Relações Internacionais do Clube, a convite do presidente João Vale e Azevedo, mas em 2000 regressou ao Standard de Liège, como treinador e Diretor Desportivo, tendo conquistado, para aquele Clube, o Campeonato belga na época 2007/08 (após um jejum de 25 anos).

Também treinou o Gent da Bélgica e o Twente da Holanda e actualmente dirige o Al-Shabab, de Riyadh, na Arábia Saudita.

Carreira como jogador:

Formação

Profissional

Carreira como treinador/dirigente:

  • 1999/00 – Sport Lisboa e Benfica – Diretor Relações Internacionais
  • 2000/01 a 2001/02 – Standard de Liège – Treinador
  • 2002/03 a 2005/06 – Standard de Liège – Diretor Desportivo
  • 2006/07 a 2007/08 – Standard de Liège – Treinador (de 30 de agosto de 2006 até 26 de maio de 2008)
  • 2007/08 a 2009/10 – Gent – Treinador (de 27 de maio de 2008 até 22 de maio de 2010)
  • 2009/10 a 2010/11 – Twente – Treinador (de 23 de maio de 2010 até 13 de junho de 2011)
  • 2010/11 – Al-Shabab – Treinador (desde 13 de junho de 2011)

Títulos como jogador:

Standard de Liège

  • Campeonato Belga de Futebol (2): 1981/82 e 1982/83
  • Taça da Bélgica: 1980/81
  • Supertaça da Bélgica (2): 1981, 1983

KV Mechelen

  • Campeonato Belga de Futebol: 1987/88
  • Taça da Bélgica: 1986/87
  • Taça dos Clubes Vencedores de Taças: 1987/88
  • Supertaça da UEFA: 1988

Sport Lisboa e Benfica

  • Taça de Portugal: 1995/96

Prémios individuais como jogador:

  • Guarda-redes belga do Ano (4): 1988, 1989, 1990, 1991 e 1994 (KV Mechelen)
  • Bota de Ouro da Bélgica (2): 1987 e 1989
  • Guarda-redes do ano da UEFA: 1994
  • Melhor Guarda-redes do Mundo IFFHS: 1994
  • Troféu Lev Yashin: 1994

Títulos como treinador:

Standard de Liège

  • Campeonato Belga de Futebol: 2007/08

Gent

  • Taça da Bélgica: 2009/10

Twente

  • Taça Johan Cruyff: 2010
  • Taça KNVB: 2011

Prémios individuais como treinador:

  • Treinador do Ano da Eredivisie (Twente): 2010/11

Foi um atleta extraordinário que ficou no coração de todos os benfiquistas e que acredito que também guarda o Clube no seu!

Faz parte da história do Clube!

Salvé Saint Michel!

Viva o Sport Lisboa e Benfica!

06/10/2011

Steve Jobs

Filed under: Biografias — kravi @ 11:02

Há tanta coisa para escrever, e tanta gente capaz de o fazer melhor que eu.

Steve Jobs dedicou a sua vida profissional a dar-nos (a mim, a quem está a ler este post e a mais uns biliões de pessoas) o device mais poderoso alguma vez disponível a uma pessoa comum.

Tudo o que conhecemos hoje em dia é diferente por causa do aparelho com o qual estamos a ler isto. Seja ele qual for.

05/01/2011

Malangatana Valente Ngwenya

Filed under: Biografias — Carlos @ 12:40
Vítima de doença prolongada, morreu esta madrugada  Malangatana Valente Ngwenya.
Descanse em paz!

 

Com a devida vénia, transcrevo seguidamente uma biografia publicada pelo meu amigo António Barata deste grande e importante pintor moçambicano:
“Malangatana, o homem que pintava pessoas 

Malangatana vendeu os primeiros quadros há 50 anos e com o dinheiro arranjou uma casa e foi buscar a família para Maputo. Meio século depois, morreu um homem do mundo, um amigo de Portugal e um dos moçambicanos mais famosos.

Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 06 de junho de 1936 em Matalana, uma povoação do distrito de Marracuene, às portas da então Lourenço Marques, hoje Maputo. Foi pastor, aprendiz de curandeiro (tinha uma tia curandeira) e mainato (empregado doméstico).

A mãe bordava cabaças e afiava os dentes das jovens locais (uma moda da altura), o pai era mineiro na África do Sul. Com a mãe doente e um pai ausente, Malangatana foi viver com o tio paterno e estudou até à terceira classe. Só aos 11 anos começou a trabalhar porque já era “adulto” e podia fazer tudo, de cuidador de meninos a apanha-bolas no clube de ténis.

Nos últimos 50 anos foi também muito mais do que pintor. Fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, ator, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado, da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência.

Ainda que o seu lado político seja o menos conhecido, Malangatana chegou a estar preso, pela PIDE, acusado de pertencer ao então movimento de libertação FRELIMO, sendo libertado ao fim de 18 meses, por não se provar qualquer vínculo à resistência colonial.

Na verdade Malangatana viveu parte da sua adolescência junto dos colonos portugueses, os mesmos que o iniciaram na pintura, primeiro o artista plástico e biólogo Augusto Cabral (morreu em 2006) e depois o arquiteto Pancho Guedes.

Augusto Cabral era sócio do Clube de Ténis, onde trabalhava um tio do pintor. “Um apanha-bolas nas partidas de ténis era um tal Malangatana Ngwenya (crocodilo), que, no fim de uma tarde de desporto, se acercou de mim para me pedir se, por acaso, eu não teria em casa um par de sapatilhas velhas que lhe desse”, contou Augusto Cabral em 1999.

O pintor iria “nascer” nessa noite, quando Malangatana foi a casa de Augusto Cabral e o viu a pintar um painel. “Ensine-me a pintar”, pediu. E Augusto Cabral deu-lhe tintas, pincéis e placas de contraplacado. “Agora pinta”, disse ao jovem, ao que este perguntou: “pinto o quê?”. “O que está dentro da tua cabeça”, respondeu Augusto Cabral.

O jovem viria a ter também o apoio de outro português, o arquitecto Pancho Guedes, que lhe disponibilizou um espaço na garagem de sua casa de Maputo e lhe comprava dois quadros por mês, a preços inflacionados. Em poucos meses Malangatana quis fazer uma exposição e foi, para espanto confesso de Augusto Cabral, um enorme sucesso.

Nas pinturas, nessa altura e sempre, Matalana, onde nasceu e cresceu e onde frequentou a escola da missão suíça de até à segunda classe. Menino pastor, agricultor, caçador de ratos com azagaia, viria a estudar só mais um ano. Fica-lhe Matalana no pincel, a opressão colonial, a guerra civil. A paz reflecte-se numa pintura mais otimista e nos últimos anos foi um carácter mais sensual que a caracterizou.

E sempre o quotidiano. “Há sempre um manancial de temas a abordar. São os acontecimentos do mundo, às vezes tristes, outras alegres, e eu não fico indiferente. Seja em Moçambique, ou noutra parte do mundo, a dor humana é a mesma”, disse numa entrevista à Lusa, ainda recentemente.

Já homem, com a pintura como profissão, confessou ao jornalista Machado da Graça que sentia grande aproximação com os artistas portugueses desde os anos 70, quando foi pela primeira a Portugal, como bolseiro da Gulbenkian.

Entre 1990 a 1994 foi deputado da FRELIMO e ao longo de décadas ligado a causas sociais e culturais. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizador do Núcleo de Arte, colaborador da UNICEF e arquiteto de um sonho antigo, que levou para a frente, a criação de um Centro Cultural na “sua” Matalana.

E exposições, muitas, em Moçambique e em Portugal mas também mundo fora, na Alemanha, Áustria e Bulgária, Chile, Brasil, Angola e Cuba, Estados Unidos, Índia… Tem murais em Maputo e na Beira, na África do Sul e na Suazilândia, mas também em países como a Suécia ou a Colômbia.

Contando com as obras em museus e galerias públicas e em coleções privadas, Malangatana vai continuar presente praticamente em todo o mundo, parte do qual conheceu como membro de júri de bienais, inaugurando exposições, fazendo palestras, até recebendo o doutoramento honoris causa, como aconteceu recentemente em Évora, Portugal.

Foi nomeado Artista pela Paz (UNESCO), recebeu o prémio Príncipe Claus, e de Portugal levou também a medalha da Ordem do Infante D.Henrique. Em Portugal morreria também o pastor, mainato e pintor. Malangatana. Valente.”

Obras de Malangatana

Obra de Malangatana Obra de Malangatana

 

16/11/2010

Tributo I (a José Saramago, 1922-2010)

Filed under: Biografias, Geral — Etiquetas: — Carlos @ 20:19

José Saramago, português, Prémio Nobel da Literatura, completaria hoje 88 anos de idade.

Filho dos camponeses José de Sousa e Maria da Piedade, nasceu no dia 16 de Novembro de 1922, na aldeia ribatejana da Azinhaga, no concelho da Golegã,  embora o registo civil mencione como data do seu nascimento o dia 18.

Deveria ter sido registado com o mesmo nome do progenitor mas “o funcionário do Registo Civil, por sua própria iniciativa, acrescentou-lhe a alcunha por que a família do pai era conhecida na aldeia: Saramago”. Este nome é o de uma planta espontânea “cujas folhas, naqueles tempos, em épocas de carência, serviam como alimento na cozinha dos pobres”.

Veio com os seus pais viver para Lisboa, com menos de três anos de idade. Durante a juventude, voltou frequentemente à sua aldeia natal, onde passou períodos prolongados na companhia dos seus avós maternos de quem muito gostava.

Fez estudos no liceu e numa escola industrial. O seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico, tendo depois exercido as profissões de desenhador, funcionário público, editor, tradutor e jornalista.

Desde cedo, manifestou interesse pelas letras, sendo um frequentador assíduo da Biblioteca Municipal Central de Lisboa, no Palácio Galveias (a sua universidade, conforme se lhe referiu).

Foi um autodidacta.

Publicou o seu primeiro livro em 1947 (Terra do Pecado) e só voltou a publicar outro em 1966 (Os Poemas Possíveis). Trabalhou durante doze anos numa editora, desempenhando funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista “Seara Nova”.

Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do “Diário de Lisboa”, onde fazia comentário político. Também coordenou o suplemento cultural daquele jornal, durante alguns meses.

Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores e entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do “Diário de Notícias”.

Desde 1976, dedicou-se exclusivamente a traduzir obras estrangeiras e a escrever e publicar os seus livros.

Em 1980, alcança notoriedade com o livro Levantado do Chão e dois anos mais tarde obtém sucesso com o romance Memorial do Convento.

Em 1991, publica O Evangelho Segundo Jesus Cristo. Esta obra viria a ser censurada pela Igreja católica e por governantes portugueses, o que levou José Saramago a exilar-se em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, Espanha, onde viveu até à sua morte, na companhia da jornalista espanhola Pilar del Rio, com quem se havia casado em segundas núpcias.

Em 1998, foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura.

Além de romances, publicou crónicas, contos, peças de teatro, poesia, um livro de viagens e um diário, conforme lista completa que apresentamos a seguir.

Nos últimos anos desenvolveu a publicação de artigos no blog O Caderno de Saramago.

José Saramago faleceu no dia 18 de Junho de 2010, aos 87 anos de idade, em Lanzarote.

O seu funeral realizou-se em Portugal com Honras de Estado, tendo o seu corpo sido cremado no Cemitério do Alto de São João, em Lisboa. As cinzas deverão ficar depositadas, junto a uma oliveira, num jardim em frente ao edifício da Fundação Saramago, no Campo das Cebolas, em Lisboa (antiga Casa dos Bicos), conforme a sua vontade.

As posições políticas comunistas que defendeu durante toda a sua vida fizeram de José Saramago uma figura controversa e muito contestada mas ouso afirmar que não será por essas ideias que irá ser recordado!

O seu verdadeiro legado são as suas obras que irão perdurar nas bibliotecas e no coração dos seus leitores!

(imagem in site Fundação José Saramago)

OBRAS PUBLICADAS

Poesia

  • Os Poemas Possíveis, 1966
  • Provavelmente Alegria, 1970
  • O Ano de 1993, 1975

Crónica

  • Deste Mundo e do Outro, 1971
  • A Bagagem do Viajante, 1973
  • As Opiniões que o DL teve, 1974
  • Os Apontamentos, 1976

Diário

  • Cadernos de Lanzarote I, 1994
  • Cadernos de Lanzarote II, 1995
  • Cadernos de Lanzarote III, 1996
  • Cadernos de Lanzarote IV
  • As Pequenas Memórias, 2006

Viagem

  • Viagem a Portugal, 1981

Teatro

  • A Noite, 1979
  • Que Farei Com Este Livro?, 1980
  • A Segunda Vida de Francisco de Assis, 1987
  • In Nomine Dei, 1993
  • Don Giovanni ou O Dissoluto Absolvido, 2005

Conto

  • Objecto Quase, 1978
  • Poética dos Cinco Sentidos – O Ouvido, 1979
  • O Conto da Ilha Desconhecida, 1997

Infantil

Romance

  • Terra do Pecado, 1947
  • Manual de Pintura e Caligrafia, 1977
  • Levantado do Chão, 1980
  • Memorial do Convento, 1982
  • O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
  • A Jangada de Pedra, 1986
  • História do Cerco de Lisboa, 1989
  • O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1991
  • Ensaio sobre a Cegueira, 1995
  • Todos os Nomes, 1997
  • A Caverna, 2000
  • O Homem Duplicado, 2002
  • Ensaio Sobre a Lucidez, 2004
  • As Intermitências da Morte, 2005
  • A Viagem do Elefante, 2008
  • Caim, 2009

As obras de José Saramago encontram-se publicadas nos seguintes países: Espanha (Castelhano e Catalão), França, Itália, Reino Unido, Holanda, Alemanha (ex-RDA e RFA), Grécia , Brasil, Bulgária, Polónia, Cuba, ex-União Soviética (Russo), ex-Checoslováquia (Checo e Eslovaco), Dinamarca, Israel, Noruega, Roménia, Suécia, Finlândia, Estados Unidos, Japão, Hungria, Suíça, Argentina, Colômbia, México.

O seu romance Ensaio sobre a Cegueira foi adaptado para cinema pelo realizador Fernando Meirelles, com o título em inglês “Blindness”.

O seu romance Memorial do Convento foi adaptado para Ópera pelo compositor italiano Azio Corghi, com o título “Blimunda”.

A peça de teatro In Nomine Dei foi adaptada para Ópera por Azio Corghi, com o título “Divara”.

 

PRÉMIOS

Obras de José Saramago distinguidas:

  • Em Portugal
    • Prémio da Associação de Críticos Portugueses, A Noite, 1979
    • Prémio Cidade de Lisboa, Levantado do Chão, 1980
    • Prémio PEN Clube Português, Memorial do Convento, 1982 e O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1984
    • Prémio Literário Município de Lisboa, Memorial do Convento, 1982
    • Prémio da Crítica (Associação Portuguesa de Críticos), O Ano da Morte de Ricardo Reis
    • Prémio Dom Dinis da Fundação Casa de Mateus, O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1986
    • Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, O Evangelho Segundo Jesus Cristo, 1992
  • Em Itália
    • Prémio Grinzane-Cavour, O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1987
    • Prémio Internacional Ennio Flaiano, Levantado do Chão, 1992
  • Inglaterra
    • Prémio do jornal The Independent, O Ano da Morte de Ricardo Reis, 1993

Prémios

  • Prémio Internacional Literário Mondello (Palermo), 1992 (pelo conjunto da obra).
  • Prémio Literário Brancatti (Zafferana/Sicília), 1992 (pelo conjunto da obra)
  • Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (APE), 1993
  • Prémio Consagração SPA (Sociedade Portuguesa de Autores), 1995
  • Prémio Camões, 1995
  • Prémio Nobel da Literatura, 1998

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